segunda-feira, 25 de abril de 2011

Resenha Crítica do filme Narradores de Javé

Breve Sinopse do filme
O filme Narradores de Javé conta a história de um vilarejo localizado no vale de Javé, que está sendo ameaçado pela construção de uma barragem que irá inundar a cidade. Numa atitude desesperada para salvar o vilarejo, seus habitantes decidem provar que a história de sua terra é importante para que esta seja preservada. Para tal tarefa eles decidem chamar Antônio Biá, a única pessoa em Javé que sabe escrever, apesar dele ter sido banido da comunidade por criar boatos sobre seus integrantes. Por considerar que ninguém dará importância à história de um vilarejo como Javé e pela dificuldade de obter informações coerentes e confiáveis, Biá não consegue elaborar a obra e frustra a todos da comunidade.


Intertextualidade
O filme mostra exatamente como a cultura de pequenas comunidades é ignorada por suas histórias não constarem em registros escritos, muitas vezes sendo transmitidas oralmente e estarem apenas na memória dos seus habitantes, por limitações como o analfabetismo de suas populações. A falta de registro formal dessas histórias fragiliza a estrutura dessas comunidades. Tal circunstância de exclusão pelo analfabetismo é ilustrada pela imagem a seguir, que mostra uma senhora de idade tentando aprender a ler e escrever, por causa das exigências da vida globalizada de hoje ou por seu próprio juízo de valores e aspirações.

O analfabetismo no Brasil 

Essa outra imagem mostra um gráfico das taxas de analfabetismo no Brasil, por região, onde se observa como esses índices evoluíram positivamente nas últimas décadas, apesar do país ainda ter de melhorar muito nessa questão. Pode-se ver ainda a enorme distância entre a realidade da região nordeste em relação ao restante do Brasil.


Por fim, o vídeo anexo (hyperlink para YouTube), diretamente relacionado com a questão do analfabetismo no nordeste, dá uma boa mostra da situação da educação nessa região, através do depoimento de diferentes pessoas.  

Aluno: Pedro Pêpe (40)
Turma: D



Resenha crítica do filme narradores de javé

O filme narradores de javé é um drama e relata a história de uma cidade do interior da Bahia que está prestes a ser inundada por uma grande hidrelétrica que precisa ser construída na cidade.Para reverter isso,os moradores da cidade resolvem juntar todas as histórias de  heranças culturais de valor científico deixadas,para que as autoridades superiores soubessem que a cidade tinha muita história e não valeria então, ser destruída.O responsável em coletar essas histórias se chama Antonio Biá.Uma pessoa que tinha fama em inventar histórias.No decorrer do filme, Biá  acaba não anotando os relatos culturais das pessoas da cidade,primeiro,por que ele era uma pessoa de índole preguiçosa e segundo,por que a população de javé tinham histórias muito divergentes uma das outras e então,o escritor não conseguiu chegar em um concenso prévio.No final do filme,nada se resolve e a população de javé é obrigada a deixar a cidade,deixando  de lado suas histórias e seus patrimônios culturais em favor da ciência,da tecnologia.
O tema escolhido para ser abordado em relação ao filme foi “memória”, a qual os personagens tentam resgatar, através de relatos dos moradores de Javé, sobre a forma que o vilarejo foi fundado, mostrando que a cidade possui valor histórico , para assim evitar que a cidade seja inundada por uma represa que precisa ser construída.

A imagem abaixo intertextualiza-se com o tema escolhido , pois , trata-se da capa de um livro chamado “Memórias da Cidade”, que nos faz refletir que cada cidade tem a sua história , e suas respectivas memórias , como as de Javé , que precisam ser resgatadas.
“A memória é em grande parte um inventário de lugares , pessoas , coisas , sensações e emoções que nos inventaram.A memória é uma espécie de silêncio em movimento onde o passado surge como sonho”

A definição de memória trazida pelo autor Carlos Pereira Júnior , nos faz refletir sobre o ocorrido no filme , onde é necessário o resgate das lembranças da cidade,nos fazendo refletir sobre o quanto é importante possuirmos , lembranças ou memórias sobre onde vivemos.

 Grupo: JOÃO PEDRO , VICTOR RODRIGUES ,
              PEDRO GABRIEL MEIRA , PAULO     
              EDUARDO , RAQUEL REZENDE , IAGO LEÃO
Turma: D

O valor do progresso


         O filme “Narradores de Javé”, dirigido por Eliane Caffé, conta a história de um vilarejo, Javé, que será inundado para a construção de uma hidrelétrica. A população, aflita, decide escrever a história e importância do seu povo, com a esperança de salvar suas memórias “escritas” em cada canto da cidade. Mas, como a maioria dos moradores eram analfabetos, esta difícil missão foi concedida a Biá, um homem que foi expulso por inventar fofocas entre os moradores, para salvar seu emprego no correio da cidade.

         Dentre os vários temas abordados no filme, o que mais chama atenção é o desrespeito do governo em relação aos direitos dos povos viventes daquela região, em nome do "progresso". Declarando que a construção da usina só seria interrompida com a comprovação da importância do vilarejo de uma forma nacional, o que foi impossível já que desde o inicio, a história de javé é cantada e contada oralmente. Isto não tem nenhuma importância cientifica, porém um grande valor sentimental para cada morador.

         Assim como no filme, na atualidade também existem povos “invisíveis” aos olhos do governo. Um exemplo disso são os indígenas moradores da região do Xingu, que não foram devidamente consultados sobre a construção da usina hidroelétrica de Belo Monte. O governo estava e até hoje está  apenas preocupado com progresso econômico do que com a preservação da história do Brasil, desrespeitando os locais e povos menos conhecidos e não presentes nos livros didáticos. 

              Grupo: Ian Gotelip, Luciano Muniz, Maria Guerra, 
              Mariely Vianna e Alice Santiago
              Turma: D



Resenha Crítica: “Narradores de Javé”

Narradores de Javé é um filme brasileiro, produzido pela diretora Eliane Caffé, em 2003, que conta à história de um povoado que vive na cidade de Javé, um local esquecido, que esta preste a ser inundado por uma hidroelétrica. A única solução para que isso não aconteça é a escrita de um livro científico, registrando as historias dos moradores desse povoado, para que consiga transformar a cidade em um patrimônio histórico e assim salvá-la da inundação.

Uma dificuldade muito grande que os moradores passaram para construir o livro foi o analfabetismo, apenas um morador sabia ler e escrever, Antônio Biá, o carteiro da cidade, que já havia sido expulso por espalhar fofocas sobre os moradores. E como uma forma de se redimir com a população, ele foi encarregado de escrever o livro. O analfabetismo é um problema muito sério vivido por muitos cidadãos brasileiros, principalmente os sertanejos, por não terem condições de ter uma boa educação. Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mais de 14 milhões de brasileiros não sabem ler nem escrever.

Houve um grande confronto na escrita do livro, pois no momento em que foram juntar as histórias, houve muitas divergências de pensamentos, varias versões foram citadas. Toda a população contribuiu com suas lembranças, com suas memórias. A memória é um fato muito importante para a composição de uma história, pois da memória se tem os registros orais, que são os causos contados pelas pessoas. Que ajudaram na escrita do livro. “contar casos faz parte da condição humana. É o que fazem nossos historiadores” conta a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz.

A população tentou salvar o presente, reconstruindo o passado, tentou salvar a cidade e sua cultura da inundação, mas como Antônio biá, era um grande mentiroso e adorava aumentar as histórias contadas pelos moradores, o livro não conseguiu ficar pronto, deixando a população ainda mais irritada com o carteiro. Outro motivo muito forte para não ter concluído o livro, foi à divergência de pensamentos, pois cada um dizia uma coisa diferente, e não se sabe se essas histórias eram verdadeiras  ou não, sendo difícil passar da fala para a escrita. Segundo a secretaria da cultura, a preservação cultural não se restringe apenas a monumentos com valor histórico, mas também àqueles valores configurados por particularidades regionais e geográficas, como os ambientes urbanos e rurais, como os modos de vida, as expressões de arte popular, os saberes e fazeres, os símbolos e mitos, como maneira de reforço de nossa identidade cultural. A preservação da cultura é algo muito importante, pois é a nossa cultura que forma as nossas histórias, que nos faz ficar reconhecidos na sociedade, já que estamos sendo tomados pela globalização e sendo alienados diariamente, por todos os lados.

Com o fracasso dos moradores na construção do livro, a hidroelétrica foi construída, fazendo com que os moradores fossem despejados e a cidade de Javé fosse destruída, já que os moradores não tinham condições e não existia outra maneira de impedir a inundação.  A cultura e as memórias do povoado foram levadas pelo “mar” que o sertão virou.

Componentes: Silvia Meireles, Camila Diniz, Bárbara Kerr, Kelly Morais e Manuela Nascimento
Turma: D

Narradores de Javé, a arte de contar histórias


Com humor icônico e cenário brasileiro, o filme Narradores de Javé, dirigido por Eliane Caffé, apresenta ao público o povoado de Javé. A cidade está prestes a ser inundada para a construção de uma hidrelétrica e a população local aposta na criação de um livro contando a história do município como forma de evitar a sua destruição.

O escolhido para escrever a história da localidade é Antônio Biá, o único morador alfabetizado e também o mais fofoqueiro. Biá havia sido expulso de Javé por inventar histórias dos moradores para salvar seu emprego na agência de correio, mas é o único habilitado para desenvolver a função de escritor. Ele mostra-se um personagem arisco, com um humor implacável. Trata os demais personagens com a mínima delicadeza e insiste em ressaltar a necessidade de incrementar as histórias, para que elas se adequem ao gênero escrito.

Durante todo o filme, é frisado que um fato narrado nunca é igual ao acontecido, a história sempre vai mudando conforme seu narrador. Tratando-se de História, não há uma verdade absoluta, pois, por mais imparcial que o historiador seja, o ato de narrar já modifica o fato. No caso de Javé, esta característica acentua-se. A fonte oral, que é usada pelos moradores, é muito mutável, o “boca-a-boca” produz diferentes interpretações e seleções dos fatos mais importantes para o interlocutor. Oralmente, muitas vezes o que é lembrado e passado adiante da história é o que é importante para aquele que ouve.

Em Narradores de Javé os personagens constantemente brigam para encontrar uma versão verídica, o que influenciou para o insucesso da missão de salvar a cidade. Mas a personagem Maria sabiamente comenta, quando questionada sobre o porquê de ter votado a favor da escrita de mais de uma versão da história no livro, “As duas histórias tem sentido. Não se pode tirar uma sem prejuízo da outra”. Dona Maria esclarece em sua fala que para analisar uma história não é preciso eleger uma versão como verdade absoluta, é necessário considerar todos os relatos para enriquecer o produto final.

Atualmente, essa concepção de construção da história vem valorizando-se. Hoje, já é questionado o papel dos coadjuvantes nas histórias, os exageros já são vistos com desconfiança. A discussão de ideias é mais estimulada no jovem, eles são incentivados a olhar as narrativas por outros ângulos, diversificar as fontes, duvidar daquilo que é posto como verdade absoluta. Narradores de Javé ajuda-nos a perceber como esse olhar crítico e aberto a diversas versões de um mesmo fato é necessário para enriquecer nossa própria história.

Grupo:
Anne Mello (06)
Carolina Vidal (10)
Lorena Oliveira (26)
Maria Carolina Rios (32)
Victoria Widmer (46)
Turma: D

Resenha Crítica "Narradores de Javé"


O filme “Narradores de Javé” é filme bastante cômico e triste ao mesmo tempo. De maneira engraçada tenta mostrar a realidade cruel do nordeste brasileiro, onde existem muitos analfabetos e pessoas que ainda sofrem com a falta de água e a perda de suas terras. A trama do filme traduz a contento o que ocorre na lastimável realidade nordestina, que possui grande parte de sua população analfabeta, sendo funcional ou não.

 Segundo pesquisas realizadas pelo MEC, mais de 12,5% da população brasileira analfabeta vive no nordeste, o que demonstra que milhões de brasileiros não possuem o mínimo conhecimento sobre a língua portuguesa, os tornando bastante manipuláveis e os enfraquecendo cada vez mais, tendo em vista que, quando não há conhecimento sobre seus direitos, facilmente ocorrem fraudes e desrespeitos para com esses mesmos, os quais são assegurados pela constituição, porém, na prática, ocorre o privilegiamento de quem possui capital e a exclusão das classes menos favorecidas.

Caso não houvesse esse alto índice de analfabetismo, dificilmente, cidadãos seriam enganados, fraudes ocorreriam e projetos elitistas vigorariam. O filme traz também essa discussão, visto que, caso houvesse aquele registro escrito, a cidade não seria alagada. Esse fato reforça a importância da fonte escrita, podendo evitar erros significativos, tais como evitar desalojamentos e mortes, como foi retratado no filme.

Além disso, pode-se citar a fonte oral, quando devidamente respaldada, como outra forma de provar ou defender algo. No Brasil, por exemplo, pode-se relacionar a fonte oral, com os testemunhos, judicialmente falando. Portanto, alfabetização é algo necessário, além de ser um direito assegurado na constituição brasileira (educação), não só pela necessidade de um dia ter que fazer um documento para a sua cidade não ser devastada, como traz o filme, mas sim para saber com o que está lidando, poder exercer a sua cidadania em todos os aspectos e exigir que esta seja respeitada.

É notório que o Estado capitalista, assim como abordado no filme, procura diversas formas para que a lucratividade seja maior, mesmo que para isso, seja necessário, extinguir os obstáculos que venham a surgir. Particularizando para o Brasil, o projeto de transposição do rio São Francisco é um bom exemplo disso, pois, os favorecidos não são os cidadãos, tornando então esse projeto elitista, não tendo como o objetivo benfeitorias para o povo.

turma: D
Alunos:
Aline Lima (número 02)
Felipe Lucciola (número 14)
Felipe Wanderley (número 15)
Luan Gabriel (número 28) 

Narradores de Javé e a história e suas vertentes


O filme “Narradores de Javé” resume-se na tentativa de salvar o patrimônio cultural “vale de Javé” por uma ameaça da construção de uma hidrelétrica, sendo assim a única forma de impedí-la.

Para isso, retrata-se múltiplos conceitos aliados ao de história, percebendo assim que  a história é um processo que não abriga verdades absolutas  e se pronuncia carregada de subjetividade, a qual é guiada, na maioria, pela classe dominante.
A construção dessa história de dá pelas fontes orais, as quais são distorcidas por apresentarem fatos de um só ponto de vista e que vão acrescentando-se/diminuindo-se a cada geração. Já as fontes escritas apresentam a opinião também, porém, não se modificam ao longo da históira.

O analfabetismo presente no filme impede o povoado de organizar as ideias, e faz com que as histórias orais, ao serem contadas, serem também mudadas, acrescentando o ponto de vista de cada um que a conta. Nas condições apresentadas de educação, percebe-se que Biá tem poder na região, por ser o único que consegue escrever e, a história em geral se traduz assim, os que tem poder a escrevem, apenas abordando o seu ponto de vista, as suas problemáticas.

A desinformação está presente em um contexto muito maior do que o filme: o nordeste. O que influenciou também o processo histórico dessa região, que sempre foi ditada pela minoria poderosa, enquanto houve e há muita exploração em uma sociedade desestabilizada, que só atende as necessidades dos mesmos que a ditam, onde a maioria, que precisa vive em condições desproporcionais à minoria.

Grupo: Milla, Maria Geovana, Ananda, Maria Vittória e Renata

   Turma: D